Fase Delta
SPDA · captação Beta

Método da esfera rolante: como funciona e o raio de cada classe

A esfera rolante é o método de captação que serve para qualquer forma de edificação: uma esfera imaginária rola sobre o prédio, e todo ponto que ela toca pode receber a descarga. Aqui estão o raio de cada classe, o que a esfera mostra num telhado real e como o Fase Delta faz a verificação na planta e nos cortes.

O Fase Delta faz a análise de risco, a captação, as descidas, o aterramento, os memoriais e as pranchas do SPDA pela NBR 5419:2026. Módulo em Beta: já dá para usar, e ainda vai mudar com o que os projetistas nos contarem.

Corte transversal do galpão, sem captação: a linha tracejada é o limite do volume protegido, e os pontos vermelhos são onde a esfera encosta na edificação.

O princípio

Antes de a descarga chegar ao chão, o líder descendente se aproxima até uma certa distância de um objeto, e é aí que o salto final acontece. Essa distância cresce com a corrente da descarga. A esfera rolante representa isso: o raio da esfera é a distância de salto para a menor corrente que a classe de proteção quer interceptar. Uma classe mais exigente usa uma esfera menor, que entra em mais lugares e pede mais captores.

Na prática, imagine a esfera rolando em todas as direções sobre a edificação, apoiada no chão, nos captores e nos próprios elementos do prédio. Os pontos que ela toca estão expostos. Os que ficam por baixo da esfera, sem contato, estão protegidos.

O raio da esfera de cada classe

Raio da esfera rolante e corrente de pico máxima por classe de SPDA
ClasseRaio da esferaCorrente de pico máxima
Classe I20 m200 kA
Classe II30 m150 kA
Classe III45 m100 kA
Classe IV60 m100 kA

Valores das tabelas da NBR 5419:2026 como implementadas no Fase Delta (Partes 1 e 3).

A classe sai da análise de risco: o estudo de medidas diz qual classe basta para levar o risco ao tolerável.

O que a esfera mostra num telhado real

O galpão de exemplo do Fase Delta tem 40 × 25 m, telhado de duas águas com cumeeira a 9 m e um escritório anexo com caixa d'água e condensadora. Sem nenhuma captação, a esfera da classe II, de 30 m, encosta em quase todo o telhado.

O galpão sem captação: em vermelho, onde a esfera de 30 m (classe II) toca o telhado. A conta é a mesma da fase Captação do editor.

Na planta, a área exposta soma 1.074 m² em 4 região(ões). As partes do escritório que ficam livres são as que os elementos do telhado e a parede do galpão, mais alta, já sombreiam. No corte transversal, o telhado de duas águas fica todo exposto: a esfera apoia no chão, encosta no beiral e rola por cima, tocando 15,3 m de telhado no corte.

Com a captação que o Fase Delta sugere para a classe II, uma malha com condutores no beiral e na cumeeira e hastes nos elementos salientes, a esfera passa a apoiar nos condutores. O resultado está no guia do método da malha.

A flecha entre dois captores

Entre dois captores, a esfera afunda um pouco. Essa flecha é pura geometria: com captores a uma distância d, ela vale r menos a raiz de r² menos (d/2)². O ponto mais baixo da esfera precisa ficar acima de tudo o que está entre os captores, inclusive do próprio telhado.

flecha = r − √(r² − (d/2)²)

Flecha da esfera entre dois captores, por classe e distância entre eles
Classed = 5 md = 10 md = 20 m
Classe I0,16 m0,64 m2,68 m
Classe II0,1 m0,42 m1,72 m
Classe III0,07 m0,28 m1,13 m
Classe IV0,05 m0,21 m0,84 m

É por isso que hastes curtas muito afastadas não protegem um telhado plano: a esfera afunda entre elas e encosta na laje. Ou as hastes ficam mais altas, ou mais próximas, ou a laje recebe uma malha.

Estruturas altas e descargas laterais

Uma esfera rolando junto a uma fachada alta também encosta na parede. Acima de 60 m, a norma pede captação lateral na parte de cima da fachada, nos 20% mais altos da estrutura: anéis, condutores verticais ou as próprias partes metálicas da fachada, ligados às descidas.

Como o Fase Delta verifica

  • Na planta: a edificação vira um mapa de alturas, com volumes, telhados, platibandas e elementos salientes, e a esfera rola sobre ele; as regiões expostas aparecem em vermelho.
  • Nos cortes: em cada corte traçado na planta, a esfera rola sobre o perfil, e o desenho mostra o limite do volume protegido e os pontos onde ela encosta.
  • Na vista 3D: o telhado com a esfera, para conferir de qualquer ângulo.
  • Junto com a malha e o ângulo: um ponto conta como protegido se qualquer método escolhido no projeto o protege.

No galpão de exemplo com a captação projetada, a área exposta cai para zero. Veja o módulo de SPDA completo.

Perguntas frequentes

Qual o raio da esfera rolante?

Depende da classe do SPDA: 20 m na classe I, 30 m na classe II, 45 m na classe III, 60 m na classe IV.

Quando usar a esfera rolante em vez do ângulo de proteção?

A esfera vale para qualquer forma e qualquer altura. O ângulo de proteção só vale até a altura igual ao raio da esfera, e é mais prático para hastes isoladas em estruturas simples.

A esfera rolante dispensa a malha?

Não necessariamente. Num telhado plano, a esfera afunda entre condutores e hastes afastados; a malha é o método próprio para superfícies planas, e os dois podem ser usados juntos.

Como saber onde a esfera toca o telhado?

Rolando a esfera sobre o modelo da edificação. O Fase Delta faz isso num mapa de alturas do telhado e nos cortes, e marca as regiões expostas na planta.

A esfera rolante no seu telhado

Desenhe os volumes e os elementos do telhado, escolha a classe e veja as regiões expostas na planta, nos cortes e na vista 3D. A malha e as hastes que o Fase Delta sugere já saem verificadas.