Fase Delta
Energia solar · pedido de acesso

Documentos para homologação de energia solar na distribuidora

Para ligar uma microgeração à rede, o titular da unidade consumidora faz o pedido de acesso à distribuidora com um pacote de documentos técnicos. As regras gerais são da ANEEL, na REN 1.000/2021, mas cada distribuidora tem a sua norma de conexão e o seu formulário. Esta é a lista que as normas costumam pedir, e o que muda de uma para outra.

O módulo de energia solar do Fase Delta dimensiona a microgeração conectada à rede, com a conta de cada número. Beta Em Beta: já dá para usar, e ainda vai mudar com o que os projetistas nos contarem.

Quem define o que entregar

A REN 1.000/2021 da ANEEL reúne as regras de prestação do serviço de distribuição, e nela entraram as regras da micro e minigeração (a REN 482/2012 foi revogada). A conexão em si segue o PRODIST, Módulo 3. Os detalhes do pedido, porém, estão na norma de conexão de cada distribuidora: CEMIG, Enel, Energisa, Neoenergia, EDP e as demais publicam a sua, com formulário próprio.

Os artigos da REN 1.000 sobre micro e minigeração e a seção do PRODIST não foram conferidos no texto nesta versão, e por isso esta página não cita número de artigo nem de seção. Antes do protocolo, baixe a versão vigente da norma de conexão da sua distribuidora.

O que as normas de conexão costumam pedir

Uma lista genérica, montada a partir da prática e dos formulários do PRODIST. Cada distribuidora tem o seu formulário, e a lista dela vale mais que esta.

  1. Formulário de solicitação de orçamento de conexão, no modelo da distribuidora, com os dados da unidade consumidora e do titular.
  2. ART (ou TRT) do responsável técnico pelo projeto e pela execução.
  3. Diagrama unifilar com o gerador, o inversor, as proteções CC e CA, o DPS, o aterramento e o ponto de conexão.
  4. Memorial descritivo e de cálculo: potências, strings, proteções e cabos.
  5. Folhas de dados e registros no Inmetro dos módulos e dos inversores.
  6. Certificados do inversor (NBR 16149, NBR 16150 e NBR IEC 62116) ou o registro no Inmetro que os cobre.
  7. Lista das unidades que recebem os créditos e os percentuais, quando houver.
  8. Procuração, quando um terceiro faz o pedido pelo titular.
  9. Planta de situação e foto do padrão de entrada, em algumas distribuidoras.
  10. Placa de advertência de geração própria no padrão, conferida na vistoria.

Certificados do inversor e dos módulos

As normas que os certificados do inversor costumam citar
NormaAssunto
ABNT NBR 16149Interface de conexão do sistema fotovoltaico com a rede: tensão, frequência e fator de potência
ABNT NBR 16150Ensaio de conformidade dessa interface
ABNT NBR IEC 62116Ensaio de anti-ilhamento do inversor

Muitas distribuidoras aceitam o registro do inversor no Inmetro no lugar dos relatórios de ensaio; outras pedem os dois.

Os módulos e os inversores vendidos no Brasil precisam de registro no Inmetro (Portaria 140/2022). O Fase Delta pede o número do registro de cada inversor e avisa na verificação quando ele falta.

O que muda de uma distribuidora para outra

Pontos em que as normas de conexão diferem. Confira cada um na norma da sua região.

  • O limite de potência de inversor monofásico numa ligação monofásica, e o desequilíbrio admitido entre fases.
  • A exigência, ou não, de chave seccionadora visível junto ao padrão de entrada.
  • O modelo e o texto da placa de advertência.
  • O prazo e a forma da vistoria.
  • Se basta o registro no Inmetro ou se é preciso o relatório de ensaio do inversor.

Antes do pedido: a potência disponibilizada

A potência da geração não pode passar da potência disponibilizada pelo padrão de entrada da unidade. O Fase Delta confere isso no projeto: Pd = fases · Uo · In do disjuntor do padrão, com fator de potência unitário. Quando a geração passa, a verificação marca erro: é preciso pedir aumento de carga junto com o acesso.

O que o projeto no Fase Delta prepara

A última fase do projeto solar é Documentos: unifilar, memorial, formulário da distribuidora e materiais. Os números do unifilar e do memorial saem do mesmo dimensionamento das fases anteriores, com a conta de cada um. O módulo está em Beta.

Para a conferência das strings antes de tudo isso, a calculadora de string mostra a janela de tensão com a mesma conta do módulo.

Perguntas frequentes

Quais documentos a distribuidora pede para homologar o sistema solar?

Em geral: o formulário de solicitação da distribuidora, a ART do responsável técnico, o diagrama unifilar, o memorial descritivo e de cálculo, as folhas de dados e os registros no Inmetro dos módulos e do inversor e os certificados do inversor. A lista exata está na norma de conexão de cada distribuidora.

Todas as distribuidoras usam o mesmo formulário?

Não. As regras gerais são da ANEEL, mas cada distribuidora publica a sua norma de conexão de microgeração, com formulário, prazos e exigências próprios. Baixe a versão vigente antes do protocolo.

Preciso de ART para homologar a microgeração?

A ART (ou a TRT, para técnicos) do responsável pelo projeto e pela execução costuma estar entre os documentos pedidos. Confira na norma da sua distribuidora quem pode assinar para a potência do sistema.

O que é a potência disponibilizada?

É a potência que o padrão de entrada da unidade comporta: fases · tensão fase-neutro · corrente do disjuntor do padrão. Se a geração passa dela, o pedido de acesso precisa vir com aumento de carga.

Monte o projeto que vai para a distribuidora

Local, consumo, strings, cabos e proteções, geração e documentos, num projeto só, com a conta de cada número.